ESTA TARDE (F)SOMOS JOVENS

Nilson Achanoveber, Marcos Aurélio Carvalho & André Maurício Corrêa
... por um momento, eu esqueci o quanto cresci, esqueci meus cabelos brancos, foi como entrar na máquina do tempo, e voltar 27 anos atrás ....


Estes dois cidadãos, ao meu lado esquerdo, e, ao meu lado direito, fazem-me afirmar com a certeza de um cientista e a loucura de um escritor, que a máquina do tempo existe...

As melhores lembranças dos primos na minha infância estão ligadas aos jovens senhores Nilson e André...

Esperar o Nilson no fim do ano, era motivo de ansiedade. Um menino inquieto, engraçado, às vezes irritante, mas sempre, sempre, companheiro. O cara com quem eu e o Nando dividíamos toda as tarefas da casa.

Capinávamos terrenos dos vizinhos, vendíamos picolé, guardávamos o dinheiro para comprar os "presentes", e algumas coisas que o destino, por sorte, nos tirou... Sim, por sorte, se tivéssemos tudo, faltaríamos o essencial, o motivo que nos unia.

Desde novembro eu e o Nando esperávamos ansiosos uma ligação de Curitiba, do vô, dizendo que no próximo fim de semana traria o Nilson. Quando o sábado chegava, ficávamos sentados, bem eu sentado, o Nando aprontando, na escadinha da cozinha, com olhos no horizonte da rua Nacar aguardando um Sr baixinho bigodudo, e um menino testudo.

E o coração vinha a boca, quando eles apontavam ao longe. Era uma correria só, ainda que 25 minutos depois surgisse a primeira briga...

Foram anos de encontros, chegadas e partidas. Anos de histórias, anos de vida. Esta maravilhosa vida.

O André foi o cara que apresentou algumas das coisas mais lindas que conheci na vida. Dentre elas a música, e, com "A suavidade do vento" (re)despertou meu gosto pela leitura e pela escrita.

Foi um companheiro de infância, adolescência e juventude. O cara que me recebia em Curitiba todo ano, e, foi um confidente, amigo, e também companheiro.

É a também o profissional que revisou algum dos textos mais importantes que escrevi na vida, dentre eles, o discurso da minha formatura.

Sempre que a vida me passava uma rasteira, eu subia a serra e encontrava neste primo o amigo que eu precisava.

Neste domingo, 3 de novembro, visitamos o Parque Tingui em Curitiba, e revivi em silêncio, mas com o coração repleto de felicidade, o meu Memorial da Vida. Onde está gravado no coração momentos de minha infância, dos quais sinto muita saudade!

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