MEMORÁVEL TRICOLOR!

Foto: José Carlos Fornér
Assessoria de Imprensa Joinville Esporte Clube



O Joinville presenteou os mais de 10 mil torcedores que estiveram na Arena com um espetáculo que ficará gravado na memória e no coração Tricolor. Foram 94 minutos de um massacre como a muito não se via. Quando o árbitro trilou o apito pela última vez, o soberano vencedor deixou o gramado sob aplausos de um público que, atônito, parecia não crer na exibição que acabara de assistir...



O universo conspira a favor de quem sabe o que quer (Paulo Coelho).  Um Joinville determinado, com brilho nos olhos e coração no bico das chuteiras entrou hoje em campo para enfrentar o Cruzeiro pela 18ª rodada da Série A.  

A desconfiança que pairava sobre a Arena foi aos poucos expurgada pela atitude de jogadores determinados a conquistar a vitória. E como a equipe precisava dos três pontos. O time era o 19º colocado com 13 pontos conquistados e tinha como adversário do atual bicampeão nacional. O Palestra Mineiro, dono da segunda melhor defesa do campeonato, um dos cinco clubes que nunca foram rebaixados, elenco valorizado, técnico experiente campeão de tudo... nada disso foi suficiente.

Foto: José Carlos Fornér
Assessoria de Imprensa do Joinville Esporte Clube
O Joinville hoje fez valer a força da Arena. Dominou o jogo, venceu com propriedade, controlou o adversário, foi eficaz! Todos os jogadores tiveram uma noite especial, sem exceção. 

O JEC partiu pra cima do Cruzeiro com aquela intensidade pertinente aos mandantes. Chegava, mas, não mostrava perigo efetivo ao Cruzeiro. Aos 13' do 1ºT uma pintura, o momento mágico que abriu caminho para o triunfo. Falta para o JEC na intermediária. Marcelinho e Bruno Aguiar posicionam-se para a cobrança. Olhares fixos na bola. Fábio posiciona a muralha a sua frente... Vuaden apita... O estádio silencia, o tempo para... apenas os olhos dos torcedores saltam em direção ao campo. O craque acelera o passo em direção a bola, sem pressa, determinado! Como se naquele momento os deuses da bola o abençoassem, ele faz  a chuteira beijar a bola, não foi um toque, foi um carinho... O pé esquerdo é a esperança... a bola alça o voo certeiro... ouve-se apenas o balão de couro cortar o vento, e finalmente ele encontra seu destino... a meia altura no canto esquerdo, repousa fazendo chuá na rede e permitindo ao torcedor soltar o grito preso na garganta! É gol, é golaço, é de gênio, é Tricolor!!!

Mas ainda não era o suficiente, o Cruzeiro tentava se refazer do golpe, em vão. O Joinville não tinha volantes, tinha guardiães.  Os laterais apresentavam-se a todo momento para jogar. Pela direita Mário Sérgio e Willian Popp tiraram a paz de Fabrício. Pela esquerda, o menino Kadu e o veloz Edigar Junio passavam sem tomar conhecimento de Léo e Charles.

Aos 27' de jogo nova falta. Marcelinho e Edigar Junio prontos para cobrar, mas, é novamente o MP10 quem executa o golpe. Não é uma cobrança de falta, é um passe, a bola viaja enquanto o balé na grande área chega ao passo final. De repente, o preterido Bruno Aguiar engana a marcação, e cabeceia forte contra a grama. A bola quica e Fábio estica-se todo tentando evitar o inevitável. A bola beija novamente a rede, agora pelo lado direito da meta celeste.

Jogadores, torcedores e imprensa minera não acreditam no que se passa no gramado. O Cruzeiro tinha a bola mas não criava oportunidades de gols. Bruno Aguiar, Guti e Agenor formaram uma barreira intransponível. 

Luxemburgo voltou para o tempo final com duas alterações, Arrascaeta e Willian em lugar de Charles e Marinho. Não adiantou, o dono do jogo trocava passes rápidos, envolventes e chegava ao gol adversário com facilidade. Caminho que o time de Vanderlei não encontrou.  Aos 22' o homem do jogo pede licença. Marcelinho foi embora e em seu lugar PC colocou outro preterido pelos ex-técnicos, o Argentino Mariano Trípodi. O portenho precisou apenas de 4 minutos para mostrar que pode ajudar na missão de permanecer na elite.

Edigar Junio cobrou escanteio da esquerda do ataque, a bola atravessou até o centro do gol. Fábio acompanhou como espectador. Trípodi subiu, tocou pela primeira vez na bola e empurrou para a rede. Golpe final! O argentino correu como alguém que se libertou do exílio. Apontou para o companheiro que fez assistência e o abraçou como se agradecesse a oportunidade.

E para não dizer que o Cruzeiro passou em branco. Leandro Damião invadiu a área, olhos nos olhos com Agenor, escolheu e bateu rasteiro no canto direito do goleiro que operou um milagre!

O Joinville ganhou duas posições. Passou Goiás e Coritiba, chegou aos 16 pontos conquistados, 4 vitórias e ficou a 4 pontos de Avaí e Figueirense os primeiros fora do Z4.

Foi uma noite perfeita! A vitória sobre um gigante do futebol brasileiro. O time parecia jogar por música, tudo aconteceu naturalmente. Naturalmente também pode significar trabalho, bom ambiente, comprometimento, fé e principalmente, coragem!


Joinville 3x0 Cruzeiro
Quinta-feira, 13 de agosto de 2015 às 21h
Arena Joinville para 10.496 pagantes, renda R$ 158.095,00
Gols: Marcelinho Paraíba (falta), Bruno Aguiar (cabeça) e Trípodi (cabeça)

Joinville: Agenor, Mario Sérgio, Bruno Aguiar (C), Guti e Diego. Naldo (Luiz Meneses), Anselmo, Kadu e Marcelinho Paraíba (Trípodi). Willian Popp (Marion) e Edigar Junio. 
Técnico: PC Gusmão.

Cruzeiro: Fábio, Léo, Paulo André, Manoel e Fabício. Willians, Henrique, Charles (Arrascaeta) e Marinho (Willian). Vinícius Araújo (Leandro Damião)  e Alisson.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Cartões amarelos: Kadu (Joinville), Willian e Charles (Cruzeiro).

Destaques: Marcelinho Paraíba escolhido o melhor em campo pela equipe da 96FM a Máxima e Kadu recebeu destaque pela personalidade e qualidade.

O Joinville terminou o jogo com dois garotos da base no meio-campo. Kadu e Luiz Meneses, ambos têm 19 anos.

O Joinville teve 13 finalizações (6 certas), contra 8 do Cruzeiro (2 certas).
A posse de bola dos mineiros foi maior, 60,1% contra 39,9% dos catarinenses.
O time celeste trocou 509 passes, e o tricolor 190.

Ao deixar o gramado para ser substituído Marcelinho foi aplaudido de pé pela torcida. Os torcedores fizeram a ola, gritaram olé, e  ao final do jogo aplausos e o reconhecimento ao espetáculo que foi o melhor da temporada. Proporcionado por um time determinado, que sabia onde queria chegar e chegou. A vitória! Ainda não acabou, a luta continua...

Texto: Marcos Aurélio Carvalho.

Fotos: José Carlos Fornér (Assessoria de Imprensa do Joinville Esporte Clube).

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