INESQUECÍVEL



Brincadeira de criança. Apesar da competição ainda é possível perceber a inocência e espontaneidade em pequenos gestos. Os pulinhos antes de sair em disparada atrás da bola, a dança despreocupada enquanto o jogo pega fogo do outro lado da quadra, ou as vozes ainda infantis ecoando pelo ginásio...

Para alguns aquele ambiente não é mais novidade, para outros tudo novo. Semblantes tensos, mãos suando, dedos espremidos, lábios comprimidos, olhares concentrados, batimentos a mil...

Quando o professor soltou a bola no meio da quadra o vento da liberdade soprou sobre as crianças. Todos queriam vencer, e, agora tinham tudo o que precisavam.  Por um momento lembrei da infância, como corríamos atrás da bola de plástico que pipocava no chão batido.

É belo vê-los competir e ainda brincar. Sem reclamações exageradas contra as decisões do árbitro, nem jogadas fortes. Dividiram, cometeram faltas, mas tudo ainda muito sutil, leve e puro.

A ousadia para alguns era driblar, carregar a bola, passar por um, dois, três, fintar quem sabe o adversário invisível, sonhando acordados. Alguns pareciam estar no  Maracanã, no Allianz Arena, no Camp Nou ou no Santiago Bernabeu. 

Era impressionante a organização, os times tinham duas formações cada. Os que estavam fora torciam, gritavam, orientavam os amigos que estavam em quadra. Estratégia! Técnica! Vontade! Olhos brilhando... Chegou o momento da decisão, a apoteose, O Grand Finale.

O jogo foi muito equilibrado. No Borussia Pedrinho fazia milagres sob os três paus, criando uma barreira quase intransponível para o Bayern. Eduardo também passava tranquilidade aos companheiros fazendo defesas seguras. André e Emanuel comandavam cada um uma formação do Bayern. No Borussia Bruninho e Rafael eram os líderes.

João abriu o placar para o Bayern depois de um bate e rebate e comemorou com um giro de 180 graus, um soco no ar e um sorrisão largo, emoldurado no rosto avermelhado pelo calor da disputa.

Orientado por André, que regia o Bayern de fora da quadra, o time ampliou. Emanuel recebeu a bola na ala esquerda, carregou para o meio driblando o primeiro marcador e buscou o passe em Kauê na ala-direita. O marcador jogou a bola para lateral. Kauê cobrou, a marcação dobrou em Emanuel que dividiu e a bola chegou em Mateus.

Mateus ajeitou o corpo! O tempo parou naquele instante, a bola passou lentamente arrastando-se pela área. O marcador tentou evitar que Mateus chegasse na bola, mas, ele foi genial. Esperou o momento certo, puxou levemente com à direita e tocou com o pé canhoto para vencer Pedrinho que saia fechando o ângulo. A bola ganhou altura e beijou a rede no canto esquerdo do goleiro selando o 2x0. Bruninho ainda descontou em cobrança de falta num belo gol, mas, o placar não mudou e o Bayern comemorou o título.

Sob aplausos Bayern, Borussia, Chelsea e Arsenal trocaram cumprimentos e premiação!

Bayern - CAMPEÃO
Borussia - VICE-CAMPEÃO
Chelsea - COLOCADO
Arsenal - COLOCADO


Eduardo (Bayern) - Goleiro menos vazado
Bruninho (Borussia) - Artilheiro
Pedrinho (Goleiro do Borussia) - O melhor jogador da final

Comentários

  1. Marcos, ao ler este post era como se eu estivesse lá, dividindo esta alegria com os meninos. Fico imaginando Matheus lendo essas linhas quando "mais crescido"... Reviverá cada emoção! Um abraço,

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    Respostas
    1. Olá Emanuelle. É isto, registrar o momento, com emoção, sentimento, uma pitada de corujice. E principalmente, viver a eternidade e a maravilha de cada momento feliz! É tudo o que nos temos, a eternidade deste momento.

      Obrigado pela visita, volte sempre.

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