JOINVILLE ESPORTE CLUBE | 1976 | NASCEU CAMPEÃO

De pé: Almir, Adilson, Rocha, Leandro, Júnior e Rodolfo
Agachados: Geraldo Pereira, Nardela, Claudio José, Moreno e Paulo Egídio

Quando eu nasci o JEC tinha dois meses de fundação. É impressionante como nestes 41 anos a nossa história se confunde. Entre alegrias e tristezas, mudanças, títulos, acessos, rebaixamentos, ficou sempre a paixão guardada no coração....


Jaisson, Nando, Mateus, Marcos Aurélio e Sr Pedro
Foi meu pai quem me apresentou o JEC. Não sei a data, mas, me recordo com carinho de estar nos ombros dele comemorando gol no Ernestão. Nossa infância foi ótima, enquanto eu brincava com meu irmão e primos o JEC brincava de colecionar estaduais e recordes. A primeira decisão que lembro de ter assistido foi a de 1985, justamente o Octa.

Não teve sofrimento, logo a 45 segundos de jogo o zagueiro Fred do Avaí entregou a bola nos pés do craque João Carlos Maringá. O camisa 10 acertou um balaço de fora da área no ângulo esquerdo de Carlos Alberto. 

Aos 45' do 2ºT Geraldo Pereira (craque), invadiu pela direita e bateu cruzado, Paulo Egídio (craque) completou para o gol vazio.


Mais tarde meu avô Eduvirges (in memoriam) era quem ficava agarrado no alambrado, na antiga geral, gritando e pressionando o técnico do JEC. Foi uma época difícil. 

No final da Rua Nacar (morro), bairro Guanabara, eu e meu irmão dividíamos um walkman que eu havia ganho de presente de natal da minha madrinha. Quando o Joinville marcava gol corríamos para a janela a tempo de ouvir o grito da torcida.

Rezávamos, escondíamos arruda debaixo dos travesseiros, e nada ajudava o JEC. Ouvi os lendários Lourival Budal, Ney Boto Guimarães, Ismael Pieper, Ricardo Passos, César Júnior, Luiz Carlos Fossile, Luiz Carlos Carvalho e outros... O dia seguinte era esperar o vizinho Sr Zico ler o jornal, para poder deliciar-se com a coluna de Joel do Nascimento, o Maceió.

O Bicampeonato de 2000/2001 tive a honra de assistir no estádio. Novo período difícil, até 2011. Aí o JEC começou a história dos títulos nacionais das Séries C e B.

O que jamais havia passado pela minha cabeça era o que estava por vir. Em 2012 eu e o amigo Alex Medeiros fomos convidados por Lori Michels para integrar a equipe de Esportes da Rádio Máxima FM. 

Realizei o sonho de infância. Trabalhar em uma rádio, e conhecer os bastidores de uma partida oficial de futebol. Tudo ainda é mágico. Poder entrevistar pessoas que só via pela televisão, conversar com jogadores que foram meus ídolos e dividir o microfone com Mario Celso, César Júnior.

Fiz amigos, realizei meus sonhos, sorri e chorei sentindo e vivendo momentos importantes deste clube que para mim será sempre um gigante. Poder trocar algumas palavras com Maringá, Nardela, Marcão, Rocha, é inexplicável, eu acho que eles nunca saberão o que significa.

Obrigado JEC, obrigado torcedor que dá vida à arquibancada e que faz arrepiar quando abre o bandeirão. 

Ainda sonho com os gols de 1985, 1987, 2000, 2001 e a trilha sonora é o hino da cidade. A canção que embalou o Octa não será apagada da minha memória. Amo a e o Joinville, e o hino os une eternamente no minha lembrança.

Vivi também, em Itápolis, o momento do título mais importante do JEC, pisei naquele gramado, ficamos tão ansiosos pelo fim do jogo no Nordeste quanto jogadores, e comissão técnica. 

Mas, o mais importante... O melhor... O mágico... O que dá sentido a tudo isso, é é poder dividir essa paixão com pessoa mais importante da minha vida, meu filho Mateus...

PARABÉNS MEU JEC!
OBRIGADO POR TUDO!!!

SEMPRE, O MAIOR CLUBE DO MUNDO NO MEU CORAÇÃO!!!!!!!

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